A primeira história de Olga…

Quando ainda estava trabalhando para a FAB como fonoaudióloga e militar, tive que comparecer a uma série de representações, comuns em nosso meio.
Em 2007 a minha turma, a primeira turma de oficiais do quadro feminino, cobaias deste sistema, completou 25 anos de resistência. E, embora nós de São Paulo tivéssemos tido a idéia de comemorar o evento 2 anos antes (em 2003 já nos reuníamos para tentar resgatar material para a "comemoração"), o setor de comunicação da Aeronáutica falhou conosco e foi empurrando com a barriga, até que num último momento surge uma "comissão", ninguém sabe de onde, ninguém sabe com quem, e resolve que as comemorações seriam em Barbacena e não nos Afonsos, onde as duas primeiras turmas se formaram. Teve pararã-pan-pan, banda de música, homenagem à dona maricotinha de não sei quem das quantas e até um busto de uma mulher representando uma oficial (muito bonito, por sinal).
E como não se poderia deixar de acontecer, no Mês da Asa (outubro), todas as comemorações tiveram uma menção sobre os 25 anos da Mulher na FAB.
Foi aí que Olga surgiu com tudo:
Culto Evangélico na Primeira Igreja Batista de São Paulo.
Em meio a toda concentração, nós ouvimos o jovem pastor que nos "intimidou", sem nenhum aviso prévio, a subir ao palco para cantarmos o Hino do Aviador. Detalhe: ele mais moderno, chamando as antigonas para cantar. Fica um tal de vai-não vai-vai-não vai, até que o burburinho aumentou e o clima ficou tenso demais.
O jovem pastor fez oficiais mais antigas que ele pagarem um super mico!!
Ingenuamente, algumas de nós pensaram que teria legenda, caso no nervosismo da exposição, trocássemos as estrofes. Tolinhas: não havia.
E subimos ao palco e praticamente dublamos o coral atrás de nós, tal como papagaios treinados!!
Ou melhor, no melhor estilo mexicano, cantamos como pudemos e descemos sem olhar para trás.
No dia seguinte, outro super mico:
Missa no Mosteiro de São Bento!
Uma das carolas, para mostrar serviço ao padre, resolveu de última hora, sem explicar como seria a entrada e a saída, que as mulheres militares deveriam entrar em procissão carregando velas e flores até o altar. Um festival de improvisação, que só não ficou pior devido ao nosso jogo de cintura de 25 anos de pagação de mico!!
Terminados os dois "eventos", peguei meus lápis de cor e me coloquei em posição de sentido na frente da folha branca, até que Olga apareceu e tomou conta do cenário. Desde então, tudo o que era engraçado era comentado e desenhado, com Olga, a papagaia, numa nova situação.
Quero contar cada uma das histórias dos desenhos, se vocês tiverem paciência.
 
 
 
 
Prometo que serei mais breve do que este artigo.
 
 
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