Tênue linha entre a realidade e a loucura.

Minha reação ao assistir as primeiras informações sobre o massacre em Connecticut, USA, numa escola, onde um jovem de 20 anos entra armado e executa 20 crianças e 4 adultos, além de sua mãe e irmão, é de imenso horror.
Um psicólogo forense entrevistado por uma jornalista na TV resumiu alguns pontos da mentalidade norte-americana que leva muitos de seus cidadão a fazerem atos como estes: 1. eles são uma nação de natureza bélica; 2. eles têm a tendencia a resolver seus conflitos com armas e idolatram heróis que saem na porrada, lutam em guerras e tudo mais, e finalmente 3. eles têm armas com uma facilidade tamanha, como nós temos a facilidade de comprar pão na padaria. O psicólogo alertou que este indivíduo que cometeu esta barbaridade tinha essa tendência latente, que se ele não tivesse esse impulso, mesmo com todas as armas, não iria fazer aquilo. Concordo, ainda chocada.
Entendam-me, não estou “espinafrando” o povo norte-americano. Isso é no geral mostrado em todos os seus atos. Constato também que são gente de bem e trabalhadora. Não são todos os cidadãos que saem às ruas matando e resolvendo tudo com tiros, como nos “filmes de ação”.
Mas creio também que já está mais do que na hora de todos, inclusive nós cucarachos, revisarmos nossos conceitos do que seja “violência aceitável”, seja na vida real, seja nos games, nos filmes, na midia (jornais, música, internet, rádio, etc, etc).
Anestesiamos nossos sentidos.
Entorpecemos nosso bom senso quando nos tornamos falsos liberais.
Não nos importamos com o fogo na casa do vizinho, desde que não chegue a atingir a nossa, não é? Não.
Psicopatas adormecidos começam a despertar e, cuidado!, eles estão aí aos milhões e milhões, disfarçados de “gente normal”, “só um pouco maluquinha”, como justificam as “vovós e titias”.
A minha fala é por aqueles que agora choram a morte dos seus.
Não me importa se são americanos, africanos, brasileiros, coreanos. Suas famílias choram por terem deixado crianças numa escola e não as haverem de volta nunca mais, horas depois.
Falo como mãe que tem duas filhas pequenas e que poderia estar chorando também agora.
Nada justifica essas mortes, nenhuma ideologia seja ela qual for.
E precisamos tratar nossos filhos, pois estão adoecendo a moléstia do século, que é a insensibilidade e agressividade odiosa, para que outros crimes não se repitam.
Observar e curar.
Atenção constante, abraçar quando preciso, repreender e educar sempre.
Que todas as famílias recebam meu abraço neste momento e que as almas destas pessoas cruelmente mortas recebam o apoio dos amigos dos Planos Superiores.

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