Desculpe-me o transtorno: estou em obras!

Embora eu goste bastante de escrever, tenho deixado de lado os blogs por problemas de saúde que me impediram de ter uma participação mais ativa.
São as tais das “pausas” que a gente tem na vida, seja para refletir, ou para mudar de rumo, ou para consertar alguma coisa. No meu caso é uma recuperação de uma cirurgia chata, que deixou por uns tempos sequelas no meu metabolismo, já se normalizando. Porém agora ganhei de presente uma fibromialgia e um pinçamento de algum nervo, que me impede de fazer artes ou escrever sem dor.
Paciência, isso também um dia sairá.Enquanto isso, “catar milho” para escrever, bolsa de água quente, alongamento e relaxante muscular.
E como eu tenho uma tendencia ao dramático, estou com pequenas reformas na casa, que deixam qualquer cristão de cabelos em pé, embora eu esteja exercendo minha paciência, contando até mil e deixando a sujeira se acumular, para poder limpar tudo de uma só vez.Quem contrata alguém para um serviço de reforma tem que saber que os “3 dias para terminar” sempre se transformam em “5 dias e olhe lá!”, isso com “a boa vontade e tocando o serviço”…
Não tem jeito: casa precisa de manutenção, assim como a gente também precisa de cuidados médicos.
Assim, não deixe você de cuidar de sua casa e de sua saúde, para não surtar e dar trabalho para quem está ao seu lado.
Um abraço e vamos voltando, aos poucos.

Cozinhando no papelote: opção de prato saudável

Minha medida para controlar o consumo de frituras fica permanentemente sobre a pia da cozinha: um vidro de conservas, com os restos do óleo das frituras que fiz, olhando para mim até quando chegar a ficar cheio (então o enrolo em um saco e o despacho para reciclagem).
O ser humano ADORA frituras, eu sou ser humano, eu adoro frituras! Só que não devo e não posso mais. Então, uso de meu livre arbítrio e tento substituir o máximo possível de alimentos fritos por assados, cozidos ou feitos como do título da postagem (Eta! como enrolou para chegar até aqui, mulher!), preparados em papelote.
O peixe é o preferido para isso, pois sua carne macia fica prontinha em alguns minutos e pega bem os temperos. Já postei sobre peixe no papelote, então não vou me repetir.
Mas quero reforçar que vale a pena preparar um pacotinho com o filé de peixe, mais algumas ervas aromáticas (salsa, cebolinha, manjerona ou manjericão), tomates, cebolas e pimentões em fatias, ou outros vegetais (tiras de repolho, de acelga,…). É só temperar, fazer um pacotinho com papel manteiga ou papel laminado e colocar para cozer em vapor por 5 minutos de cada lado. Almoço de solteiro, de homem solteiro eu diria, pois se quiser nem prato precisa sujar (pode ser comido no papelote mesmo e depois jogar fora!).
Sem contar com o ganho para a sua saúde, pois não vai comer excesso de gordura, ou para a harmonia de sua casa, pois não vai ficar com mau cheiro da fritura.
Depois, para compensar, caia de boca numa fatia de torta de chocolate…não está mais aqui quem falou…

Bater bolo no liquidificador dá certo?

Pior que dá!
Não vou postar nenhuma foto aqui de bolo batido no liquidificador, mas, acreditem, fica um bom bolo caseiro.
Vi pela primeira vez esta “heresia” na casa de minha cunhada, que na maior calma foi colocando os ingredientes de um bolo de chocolate no copo do liquidificador e bateu tudo, deixando o fermento para o final, sem bater.
Eu, de olho arregalado, não acreditando no que ela estava fazendo, mas segui a minha frase preferida:”Não interfira na cultura alienígena, diretriz primeira da Federação.”, e esperei pelo resultado…maravilhoso resultado.
Às vezes a gente também congela no tempo por puro preconceito e a culinária está repleta de preconceitos. Quem diria que seria possível fazer um Bolo Nega Maluca no microondas há anos atrás? Mas dá certo e fica bom! E agora essa, bater o bolinho de chocolate no liquidificador! Também fica gostoso.
Portanto, amiga cozinheira de primeira viagem: não tenha medo e nem preconceito! Faça o seu bolinho no liquidificador, mas diminua a quantidade de fermento (pela metade, ok?) e só o acrescente no final, misturando manualmente.
Será somente o copo do liquidificador para você lavar no final das contas e o resultado não vai deixar você com vergonha de sua avó.

Crianças chatas

Hoje cheguei a formular uma hipótese de que a “educação é inversamente proporcional ao nível de intensidade utilizado na voz de uma pessoa: (E= 1/barulho)”.
Ou complementando: o “nível de educação é inversamente proporcional ao nível de intensidade versus freqüência utilizada de voz: E=1/I.Fo”
Eu aqui nem coloco a questão das “palavrinhas mágicas” (Por favor, Com licença, Obrigado, Desculpe, Bom Dia, Até logo),as quais não mais existem no vocabulário da atual classe social emergente.
É muito mais simples o “deixar pra lá” do que educar; é mais confortável não chamar a atenção de uma criança chata e inconveniente do que ensiná-la a se comportar de acordo com o ambiente; é melhor para os pais deixarem os filhos fazerem algazarra do que se cansarem em dizer “não” e educar.
Educar é cansativo,dá trabalho,requer atenção com o outro e que se tenha algo para transmitir, além de persistência e paciência.
Eu até entendo o porquê das crianças de meu país serem tão barulhentas e sem limites,na sua maioria.Em parte,porque a atual geração de pais (que contam com idade por volta dos 14 a 30 anos) não recebeu nenhuma educação, seja formal ou de base familiar.Fruto de um abandono generalizado, adoçado com a capa da modernidade e do “olhe como sou melhor que qualquer um dos outros”.Geração criada para acreditar que tudo gira ao seu redor, que trabalho é coisa de bestas, que não é necessário nenhum esforço pessoal pois tudo lhe será dado,tal como ração aos frangos até engordarem para o abate.
Existem crianças que chegam em locais públicos falando aos gritos, empurrando e pisando, interrompendo a conversa de adultos para chamar a atenção para si, mexendo e derrubando, choramingando quando não atendidas imediatamente. A energia ao seu redor é ruim, não é a de uma agitação saudável, mas de algo parecido com radiatividade, ao invés da eletricidade 220 W, como deve ser em crianças bem resolvidas. Algumas pouquíssimas até têm comprometimentos diversos para assim se manifestarem, mas o que vemos na maioria é um total abandono destes seres, que crescem à deriva, sem nenhuma orientação, posto que seus pais, frutos de anos e anos da também falta de orientação,não têm nenhum conteúdo a lhes transmitir.
Em minhas andanças pelo supermercado é comum ver crianças que falam aos berros e em tom mais infantilizado do que o esperado para sua faixa etária.É possível escutá-las três ou quatro seções adiante sem que seus pais digam sequer uma vez:”-Pode falar mais baixo,que eu estou te ouvindo.”
Noutro dia, entrei numa loja de tapetes, comprei o que precisava e fui ao caixa pagar. Como era dia 2 de janeiro, suponho que a jovem mãe sem ter com quem deixar seu filho o trouxe ao serviço. Assim que entreguei a nota a criança começa seu espetáculo, mexendo na calculadora, tirando o fone do gancho. Perguntei para ele se estava ajudando sua mãe. Pronto! Foi a deixa! A criança “angelical” transformou-se,levantou-se da cadeira, andou em círculos e em vai e vem, gritando que se chamava “alguma coisa com um monte de th+y+son” e que não ia falar comigo!Assim, do nada. A mãe nada falou, não o repreendeu por sua grosseria e continuou a passar meu cartão na máquina, passivamente. Respondi olhando bem nos olhos do monstrinho: “EU é quem não vai conversar com você.” Ele estancou, sentou, continuou a olhar para o próprio umbigo, sem obter da mãe a reação que provavelmente ele queria, mas também sem receber a educação que deveria ter recebido, ali, naquele momento, quando avançou os limites e tratou uma pessoa mais velha como se fosse um objeto.
Então, o “alguma coisa com um monte de th+y+son” no nome (coitado, vai passar a vida inteira soletrando o nome para fazer qualquer documento, porque a mãe achou bonito), assim como os “João Marcos”, “Pedro Henrique”, “Lucas Felipe” (classe média adora colocar nomes duplos) acabam sendo condicionados pelo meio ambiente a acreditarem que são os seres mais importantes do Universo, mesmo que não tenham recebido nenhum conteúdo, crescendo como pessoas egocêntricas,sem criatividade, sem força de vontade e sobretudo, sem amor ao próximo.
A Egolatria transforma crianças bonitas e curiosas em crianças chatas e arrogantes.
Talvez, suponho, por não terem tido base, nem atenção, daí a necessidade de gritar, para fazer-se existir.
Então “E=1/I.Fo”

30 de dezembro de 2013

13 de setembro 2013 007
Esperar a virada de ano.
Divido os feriados com as meninas, ainda mocinhas, ora comigo, ora com o pai delas. Final de ano é com ele, melhor assim. Ele não suporta Natal, eu não gosto de bagunça de final de ano. Elas vão e revém os avós, mais especificamente curtem o avô.
Eu arrumo a casa, ponho lixo pra fora, limpo geladeira, banheiro, dobro roupas lavadas, compro mantimentos para dois dias e separo livros e DVDs, alguns para dar embora, outros para ler e assistir.
Espero amigos que disseram que viriam entre o Natal e o Ano Novo, mas novamente estiveram muito ocupados; já não me entristeço mais, provavelmente eu não mereci a visita deles.
E o ano vira, amanhece silenciosa a cidade, a TV nada mostra de novidade, nem o rádio tem algo de bom.
Então, penso que é neste momento que as pessoas partem para o computador, para as redes sociais, ou para um barzinho, ou pensam em se casar, ou se afogam entre centenas de gatos e cachorros. Sim, porque ficar sozinho não é pra qualquer um. Requer muita prática, anos e anos desde os tempos de criança, em que você tem que se virar e sobreviver, ou morrer tentando.
Cai a ficha: o silêncio não é a solidão; a ausência de pessoas não é a solidão. A solidão é o sentimento de insatisfação interior, diferente do egocentrismo ou da egolatria desta atual população, que não consegue silenciar os próprios pensamentos e desejos.
Passar a virada de ano consigo mesmo é um exercício de auto-conhecimento…e auto-aceitação.
Longe do barulhos dos fogos, do empurra-empurra de multidões, das anacronias que insistem em chamar de música, você faz um reconhecimento do seu próprio terreno. Mas tenha cuidado: esteja pronto para o que você vai descobrir! Caso o “lado negro da Força” te dê um tchauzinho, não se melindre, você não é tão perfeito assim como imagina ser.
Depois disso, aí sim diga Feliz Ano Novo!
Feliz Novo Ano.

Pentecostes – 19 de maio de 2013

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Embora eu não seja batizada na religião católica, sou cristã a meu modo e acompanho as datas, tentando entendê-las a partir do material de vivências que adquiri com meus amigos das diversas religiões.

Sei que poderíamos interpretar o Pentecostes sob vários pontos de vista, filosofias ou religiões e como referência deixo o texto simples que encontrei na Wikipédia:

“Pentecostes (em grego antigo: πεντηκοστή [ἡμέρα], pentekostē [hēmera], “o quinquagésimo dia” é uma das celebraçőes importantes do calendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. O dia de Pentecostes ocorre no sétimo dia depois do dia da Ascensão de Jesus. Isto porque Ele ficou quarenta dias após a ressurreição dando os últimos ensinamentos a seus discípulos, somando aos três dias em que ficou na sepultura somam quarenta e três dias, para os cinquenta dias que se completam da páscoa até o último dia da grande festa de Pentecostes, sobram sete dias; e foram estes os dias em que os discípulos permaneceram no cenáculo até a descida do Espírito Santo no dia de Pentencostes.

Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Para os cristāos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, através do dom de línguas, como descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém. Por esta razão o dia de Pentecostes é às vezes considerado o dia do nascimento da igreja. O movimento pentecostal tem seu nome derivado desse evento.”

Com muito carinho, aceitei uma tarefa de minha nova prô, a Carla, que me pediu auxílio na elaboração de um “Divino” para a sala de aula. Foi uma coisa de improvisação e pá-pá-pum!, primeiro tentando encontrar os pombinhos aqui em SP (ficou difícil na última hora), mas estes são abundantes na região de São Luiz do Paraitinga (SP) e Cunha(SP), não aqui na capital. Então, improvisei um molde e reproduzi 22 pombinhos em feltro, os quais a prô Carla fixou no enfeite, feito de CD e fuxico.

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peças em feltro

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peças já costuradas, sem detalhes

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biquinhos, pezinhos e olhinhos…

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Enfeite da prô Carla, já na minha porta.

Neste ano de 2013 o Pentecostes será celebrado no domingo 19 de maio.

Painel de Páscoa

março2013 029

 

Dois galhinhos de coqueiro, com alguns casulos e borboletinhas feitas de lã cardada, colocados sobre um painel simples: foi este arranjo que minha amiga Soraya bolou para o mural da EWFA, para as comemorações da Páscoa.

Como o simbolismo da Páscoa atinge várias filosofias de vida e religiões, seu poder é muito forte.

Aqui, este arranjo mostra a transformação dos seres, de casulo a borboleta, tal como deve ser com o trilhar do ser humano também, renovando-se sempre.

E simbolizando também a vida, o renascimento.

março2013 030

 

Que tenhamos lindas borboletas de agora em diante.

Escola Waldorf Francisco de Assis – recepção de Novos Pais

fevereiro2013 018
Neste sábado, 23 de fevereiro de 2013, a Escola Waldorf Francisco de Assis organizou uma recepção de boas vindas aos novos pais – e também novos professores – na parte da manhã, com a apresentação do Coral dos professores, regido pelo prof. Luciano, e a apresentação do Corpo Docente, do Conselho Executivo e Financeiro, do Gru-pão, além de depoimentos de ex-alunos.

Falou-se sobre os objetivos da Escola, os novos projetos nesta Unidade e a futura construção da Sede na Serra, concitando a todos a participarem ativamente.
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Depois,  fomos presenteados com o lanche preparado pelos antigos pais (Gru-pão), em uma mesa farta e que exalava amor e carinho.
Vejam o capricho deste pão!
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E que deliciosos bolo de banana, geléia de morango e biscoito de polvilho. Foi como um “café na roça”, “café na casa da vó”, acompanhado de muitas frutas e sucos.

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fevereiro2013 022.
Os pais presentes receberam como lembrança deste encontro um tsuru e uma mensagem de Rudolf Steiner:

“Salutar só é, quando no espelho da alma forma-se toda a comunidade, e na comunidade vive a força da alma individual.”

Cinco jovens ex-alunos deram seus depoimentos sobre como foi sua vivência na Escola Waldorf e o quanto isso lhes engrandeceu como pessoas. Emocionados, muitos pais, alunos e professores ali presentes não puderam manter os olhos secos.
Agradecemos todo o carinho recebido e a dedicação dos organizadores desta acolhida.

Chuvas de verão em São Paulo

Hoje, 15 de fevereiro, coincidiram dois episódios, um na Russia (chuva de meteoros) e a passagem de um asteroide próximo à Terra. Prato cheio para os fatalistas tipo Datena, que, apesar de especialistas afirmarem o contrário, emite o seu parecer:”-Se ele bater na Terra vai ter muita morte, muita gente vai morrer!” Por que “se”???Para ficar grudado na cabeça dos desmiolados que o asteroide iria bater na Terra…vamos vender notícia ruim, gente!!

Bom deixa pra lá…

À tarde, no horário do asteroide, uma baita tempestade se formou e foi um caos, principalmente nas zonas sul, sudeste e oeste de S.Paulo.

Aqui na Zona Norte, ventos fortíssimos, que finalmente derrubaram árvores da praça acima da Rua Cap. Amaral, coisa que já era previsto, uma vez que a subprefeitura de Santana nada fez a esse respeito, “arrumando a praça” para usuários de drogas e vagabundos usarem, mas não escorando a encosta com erosão…

Uma formação interessante de nuvens, que sugeria um “olho de furacão”…

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E termina o horário de verão, graças a Deus!!, que o governo nos obrigou (isso não é ditadura?!?!) a mudar o relógio biológico. Governo este que desperdiçou energia elétrica em suas repartições, por desleixo dos seus funcionários, não fazendo assim a sua parte na economia de energia.

Eu, de mau humor por conta do calor, o Papa que renuncia, o asteroide que passa, os políticos que continuam legislando em causa própria e a Copa do Mundo vai bem, obrigado. Viva!

31 de dezembro de 2012 – Final de Ano

Eu já publiquei uma reflexão no meu outro blog – Cyblog da Cybele – sobre a Corrida de São Silvestre, de maneira que não vou me repetir neste, mas sim colocar um colorido mais retrô e familiar.
A lembrança do final de ano que nós, os paulistanos que são da minha geração (1950/1960), tínhamos era a de ficar esperando a Corrida de São Silvestre à noite, por volta das 23 horas, quando muita gente ia até o percurso prestigiar os corredores (em frente ao prédio da Gazeta e seguindo pela Av. Paulista) ou ficava grudada na TV vendo todo o trajeto.
Minha bisavó Joaninha Meloni (que todo ano comemorava 86 anos!) era uma das fãs da Corrida e acompanhava tudo com muito gosto e com os comentários de sua geração: “- Ah! O corredor africano venceu de novo! Também pudera: eles vivem fugindo todo os dias dos leões, eles têm que correr bem daquele jeito!” E quando um brasileiro chegava a uma boa posição ela e meu avô João ficavam exaltados.Meu avô era corredor no seu tempo de soldado do Exército Brasileiro (idos de 1920) e ganhou algumas medalhas nos jogos internos.
E como éramos classe média baixa, descendentes de italianos pobres e trabalhadores, não tínhamos muitos luxos nas comemorações: a “vó Cecília” assava um pernil, fazia um cuscus, cozinhava algumas castanhas portuguesas (nosso luxo!) e comíamos muitas uvas niágara, pêssegos, melancia e figos frescos. Tinha vinho de garrafão, que também era usado para fazer “sangria” para as crianças (nós bebíamos e dormíamos cedo, por que será?!?). Um “champanhe” Cereser doce (porque a bisavó gostava). O guaraná era o Antarctica de garrafinha e tampa com rolha no fundo. Chegava meia-noite, todos nos cumprimentávamos e logo cada um seguia para sua casa. Reuníamos no dia seguinte para o almoço, com macarrão feito em casa e o “rescaldo” da noite anterior. Nada de estresse. Nada de roupa especial para dar sorte, somente as pessoas juntas conversando e as crianças brincando no quintal.
Enquanto eu escrevo esta última postagem de 2012, escuto a reportagem da TV Gazeta, que ficou ligada para eu acompanhar o resto da São Silvestre, com um “show erótico” de final de ano de um “famoso” e suas bailarinas sexuais no palco. Que pena! Merecemos coisa melhor do que isso.
Tudo tem que mudar, mas para melhor, a meu ver.
Mudar só por mudar nada significa, se não se constrói coisa útil para quem está ao nosso lado. Não vejo mudanças aqui: vejo retrocesso. Voltando como se estivéssemos nas fazendas de engenho e senzalas, com os escravos servindo aos senhores, só que com o agravante destes escravos (e principalmente as escravas) estarem entorpecidos(as) por uma falsa liberdade de expressão e pelos produtos “chig-ling” facilmente encontrados em qualquer camelô.
Para os que não estão anestesiados, felicidades no seio de suas famílias e com os bons amigos de sempre!!! Muitos abraços, muita conversa, muitas risadas.
Poucos abusos e muito cuidado com excesso de bebida e os fogos de artifício (combinação nada indicada!).
Comam coisas boas, mas acima de tudo muitas frutas!!
Felicidades para todos em 2013!!
dezembro12 105