Pintar para renovar

Mesmo com os tempos difíceis, a gente pode fazer milagres com uma lata de tinta e um pouco de paciência.
Pintar um cômodo muitas vezes melhora aquele astral que está meio por baixo, sem mesmo a gente perceber. Já olhou para o seu quarto ou sala com vontade de mudar tudo? Então comece pela cor, que o resto vem junto.
Minha caçula passou da fase “criança” para a fase “mocinha” e o jeito mais econômico que encontrei para mudar o quarto dela foi pintando com dois tons de verde e colocando um barrado adesivo (border) entre as cores, para compor um clima alegre.No local onde foi fixado o border, deixei 10cm, isolando os limites da pintura com a fita crepe, tanto para cima como para baixo. Depois, da pintura feita (duas demãos de cada cor), retirei a fita crepe e fixei o border, seguindo as instruções da embalagem.
(Guarda-roupas já desmontado e primeira mão de tinta nas paredes)

(Pintura pronta, border colocado)
O guarda-roupas em “L” também estava mais atrapalhando do que ajudando, pois uma das partes, a do fundo, era pouco funcional. Pedi ajuda e desmontei a parte menor do “L”, ganhando um enorme espaço para colocar dois gaveteiros e até uma estante corrediça na parte do guarda-roupas que não encostou na parede. Revesti a porta “rosa choque” com um Contact no padrão madeira (escolhido por minha filha), que combinou bem com o piso e até com a cor do quarto. Aproveitei e revesti também a gaveta rosa  e o tampo da mesinha de estudos.

As partes que foram retiradas do guarda-roupas serão transformadas em portas de correr e prateleiras brevemente. Por enquanto, improvisamos com uma cortina no mesmo tom de verde (que eu já tinha), colocada em um varão ajustável, destes encontrados em lojas de material de construção (varão para cortina de box) e, diga-se de passagem, ficou bem prático e bonito:

(porta e mesinha antes do revestimento)
(porta e mesinha, com revestimento Contact)
A cortina da janela do quarto é de tecido leve, branca e lilás. Cria uma luminosidade agradável e é muito prático de lavar.
Detalhe do border utilizado: todos os tons do quarto estão na padronagem.
Custos:
Galão de tinta latex: R$60,00 na cor preparada ou R$50,00 na cor branca+ R$4,00 de corante líquido (tubinho).
Border adesivo: R$ 40,00 o rolo com 10cm X 5m (usei dois e ainda sobrou para uma parede de outro quarto).
Rolo de espuma: R$4,00 cada.
Bandeja de pintura: R$5,00 (ou até uma assadeira retangular, que você não vai mais usar: custo zero).
Fita crepe para isolar as áreas onde não serão pintadas: R$3,00 o rolo.
Então, aproveite a Primavera para pintar aquele canto feio, aquela parede que você não gosta, ou mesmo reformar um móvel.

Cúpulas de abajur reformadas.

Natal chegando, eu com meus comichões de “jingle bells” (amo o Natal!).
As cúpulas do lustre da cozinha e do abajur já estavam velhinhas e passaram por uma reforma.
Tecido, giz de alfaiate, cola quente, tesoura.

Coloque o tecido na mesa de trabalho e posicione a cúpula a ser reformada, de maneira a marcar um ponto de partida. Depois, com cuidado, vá girando a cúpula no tecido, ao mesmo tempo que marca com giz a curvatura que ela vai formando.
Você deve fazer mais ou menos 3/4 de circunferência e depois conferir com sua cúpula, sem recortar o tecido, se está cobrindo toda a superfície e mais uma margem de 3 cm para acabamento. Se sim, deixe 2 cm de margem além da linha riscada e recorte o tecido.

Posicione novamente o tecido sobre a cúpula e verifique que está esticado e que nenhuma parte fique sem tecido. Feito isso, passe um pouco de cola quente, ou sobre a dobra original da cúpula, ou sobre uma das margens do tecido, fixando a margem para o início da remodelagem.
Mantenha em alguns pontos uns pingos de cola e ajeite o tecido. Terminada a volta, dobre para dentro a margem do tecido que finalizou a volta, de maneira a dar um acabamento mais bonito, fixando com cola quente.

Dê repiques nas bordas inferior e superior da cúpula; coloque cola quente de pouco em pouco (a cada 5 cm) e vire o tecido para dentro da cúpula, dando a volta sobre a borda original. Cuidado, pois a cola é quente mesmo e quem não está acostumado vai se queimar.

Se quiser, pode dar acabamento com sotache, sianinha ou viés, formando acabamento nas bordas ou padrões de desenhos, colando com a cola quente.

Como chega o Natal, escolhi o xadrez vermelho.
Quando o Natal se for, substituo as cúpulas por outras de padronagens diferentes.

Reformas necessárias – sofá novo

Depois de muito protelar mandei o sofá e a poltrona da sala para o tapeceiro reformar. Já há tempos eles precisavam de uma reforma, visto que tenho um gatinho que de vez em quando resolvia fazer “alongamento” e “franjas decorativas” nos estofados e que também minha filha, sofrendo de asma brônquica, precisa de um controle ambiental muito bom.
Deixamos por cerca de dez dias a sala “pelada”, com um colchão de ar servindo como sofá, o que foi até bem gostoso e divertido (até o colchão estourar!).
Retornados da reforma, agora o sofá e a poltroninha estão com revestimento de couro sintético, mais prático para se limpar.

As almofadas são de sobras dos tecidos que fiz as capas para as cadeiras.
Em breve, farei também novas capas para o sofá e a poltrona, com motivos bem alegres.

Capas para Cadeiras

Neste feriado prolongado de 15 de novembro aproveitei para costurar capas para seis cadeiras altas que tenho na sala de jantar.
Apesar do estofamento original das cadeiras ainda estar em bom estado, capas servem como uma boa proteção, além de renovarem o ambiente.
E conforme o nosso humor poderemos ter vários ambientes, apenas trocando as capas.
Estou num momento vintage, floral, por isso escolhi duas padronagens bem “vovozinha”, em popeline.
O metro do tecido saiu a R$24,00 e utilizei 5,30m para fazer as seis capas de encosto e seis capas de acento(um conjunto). Optei em fazê-las separadas, pois comprei tecidos para dois jogos de capas, que combinam entre si (“composê”).

Partindo então da cadeira original, tirei as medidas do acento(frente e fundos), das laterais, da parte de trás e da frente do encosto, observando que a cadeira tem um desenho assimétrico e a medida da base do encosto é menor que a parte do alto. Isto foi compensado pela largura da madeira na base, que era maior. Utilizo tecido de prova (algodão cru ou um lençol velho) para riscar os moldes, pois facilita o manuseio e os encaixes da modelagem. Feitos os moldes, estes são unidos com alfinetes na própria peça e ajustados. Retiram-se as possíveis irregularidades e então transferem-se as medidas para o tecido, deixando 1 cm para as costuras. Todas as peças são alinhavadas e novamente vestidas na cadeira, para então ser feita a costura final e os acabamentos.

A capa do acento recebe uma tira de elástico largo, ou em toda a volta ou apenas no fundo e por baixo da cadeira. Optei por esta segunda ideia, pois fixou melhor a capa no acento (tenho duas meninas muito agitadas em casa!!).

Esta padronagem é a do segundo conjunto de capas e pode ser combinado com o anterior.

Você pode optar por um tecido mais firme, tipo lona, lonita, sarja ou mesmo jeans, ou ir em direção oposta, seguindo com uma chita bem florida e alegre!

Obras no esgoto

Deparamo-nos com uma situação inusitada ao fazermos a reforma do banheiro dos funcionários de nosso condomínio: nossa rede de esgotos estava com sérias avarias e praticamente comprometeu todo o solo da garagem próxima ao local.

Deste ponto em diante, vimo-nos na emergência de reconstruir todas as caixas de passagem do local, além de aterrar importantes trechos onde as águas já haviam formados crateras maiores que as do metrô.

Estamos agora em fase de conclusão das obras de reconstrução, serviço este entregue a uma equipe responsável.

Uma avaria deste tamanho deve ser combatida assim que o problema se apresenta. Infelizmente, para muitos administradores de condomínio, o melhor é chamar o “Zé das Couves”, amigo do vizinho do primo, “que é muito bom nisso e cobra baratinho”, ao invés de contar com a avaliação criteriosa de um arquiteto ou engenheiro. No final, este barato sai caríssimo, pois causa danos estruturais. Aquela fenda que aparece perto da escada, perto do muro e que o leigo diz “ah! isso não é nada! passa uma massinha…”, pode custar todo o fundo de reserva (se é que o prédio tem um) e mais um pouco.

E como em qualquer profissão, há profissionais e “profissionais”: verifique sempre com quem está atrelando seus serviços. O barato sai caro muitas vezes.