Viver o clima de São Paulo…

Divida a OLGA© ao meio e veja como nós, paulistamos, nos sentimos habitualmente. Se hoje estamos com um calor infernal, anunciando a chuva da tarde, amanhã estaremos congelando até as peninhas.
Quando desenhei a Olga© pela primeira vez, ela não sabia que passaria por tanto desconforto. Mas, enfim, é o preço que se paga para se cosmopolita.
E pensar que no início do século passado São Paulo não passava de uma vila de tropeiros. Mudou radicalmente a partir da década de 50 e com ela também o clima.
Meu sogro chega carinhosamente pra mim e fala:”-Ah! A terra da garoa!”. Não temos mais garoa, temos tempestades.
Adoniran Barbosa comporia um samba do clima, com certeza.

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Como as pessoas vêem um aposentado?

SEMPRE QUE FALO QUE ME APOSENTEI escuto a brilhante frase:"-Ah! Agora vai descansar, ficar em casa, curtir os filhos, dormir até mais tarde,etc,etc…".
Que eu não tenho levantado mais às 5:30h da manhã, lá isso é verdade. Mas dizer que eu estou sem nada pra fazer, vamos e venhamos!
MULHER NUNCA SE APOSENTA! Acho que até depois de morta ainda vão achar um serviço pra ela fazer lá no Céu (ou no Inferno!).
Por isso, lamento informar que estou trabalhando muito, mas em muitas outras frentes, a maioria delas que me dão satisfação.
E quando perguntarem sobre a sua aposentadoria, diga que vai bem obrigado. E continue sua vida, pois de desocupado já basta em Brasília!

Olga(yorkina)

Conhecia a Edna Costa pela Internet e me apaixonei pela pessoa maravilhosa que é.
Batalhadora, otimista, risonha, generosa. Aquela pessoa que você quer ter do lado para levantar seu astral, sem ser cansativa, sem ser piégas.
Depois de algum tempo ela voltou de férias ao Brasil e nos encontramos, e foi como se sempre nos conhecêssemos.
Edna também mereceu uma Olga, com seus cabelinhos encaracolados, em pose de Estátua da liberdade.
Se quiserem ver a Olguiorquina, acessem o´álbum da Olga.
 

A primeira história de Olga…

Quando ainda estava trabalhando para a FAB como fonoaudióloga e militar, tive que comparecer a uma série de representações, comuns em nosso meio.
Em 2007 a minha turma, a primeira turma de oficiais do quadro feminino, cobaias deste sistema, completou 25 anos de resistência. E, embora nós de São Paulo tivéssemos tido a idéia de comemorar o evento 2 anos antes (em 2003 já nos reuníamos para tentar resgatar material para a "comemoração"), o setor de comunicação da Aeronáutica falhou conosco e foi empurrando com a barriga, até que num último momento surge uma "comissão", ninguém sabe de onde, ninguém sabe com quem, e resolve que as comemorações seriam em Barbacena e não nos Afonsos, onde as duas primeiras turmas se formaram. Teve pararã-pan-pan, banda de música, homenagem à dona maricotinha de não sei quem das quantas e até um busto de uma mulher representando uma oficial (muito bonito, por sinal).
E como não se poderia deixar de acontecer, no Mês da Asa (outubro), todas as comemorações tiveram uma menção sobre os 25 anos da Mulher na FAB.
Foi aí que Olga surgiu com tudo:
Culto Evangélico na Primeira Igreja Batista de São Paulo.
Em meio a toda concentração, nós ouvimos o jovem pastor que nos "intimidou", sem nenhum aviso prévio, a subir ao palco para cantarmos o Hino do Aviador. Detalhe: ele mais moderno, chamando as antigonas para cantar. Fica um tal de vai-não vai-vai-não vai, até que o burburinho aumentou e o clima ficou tenso demais.
O jovem pastor fez oficiais mais antigas que ele pagarem um super mico!!
Ingenuamente, algumas de nós pensaram que teria legenda, caso no nervosismo da exposição, trocássemos as estrofes. Tolinhas: não havia.
E subimos ao palco e praticamente dublamos o coral atrás de nós, tal como papagaios treinados!!
Ou melhor, no melhor estilo mexicano, cantamos como pudemos e descemos sem olhar para trás.
No dia seguinte, outro super mico:
Missa no Mosteiro de São Bento!
Uma das carolas, para mostrar serviço ao padre, resolveu de última hora, sem explicar como seria a entrada e a saída, que as mulheres militares deveriam entrar em procissão carregando velas e flores até o altar. Um festival de improvisação, que só não ficou pior devido ao nosso jogo de cintura de 25 anos de pagação de mico!!
Terminados os dois "eventos", peguei meus lápis de cor e me coloquei em posição de sentido na frente da folha branca, até que Olga apareceu e tomou conta do cenário. Desde então, tudo o que era engraçado era comentado e desenhado, com Olga, a papagaia, numa nova situação.
Quero contar cada uma das histórias dos desenhos, se vocês tiverem paciência.
 
 
 
 
Prometo que serei mais breve do que este artigo.
 
 

Olga

Algumas vezes o besteirol se faz necessário para que possamos manter nossa "sanidade" mental, mesmo contra tudo o que pareça. E ainda mais que temos tantas besteiras oficializadas, ditas por quem deveria dizer algo que preste, por que não rir um pouco?
No entanto, não permita que riam de você: ria primeiro!!
Olga é uma personagem que "encarnou" em uma papagaia numa manhã destas, lá no Hospital de Aeronáutica de São Paulo, transformando-se no alter ego de nós todas, que passamos por pelo menos uma saia justa por dia de serviço.
Olga foi inspirada em uma senhora que atendemos há pouco tempo, ela um tanto quanto dengosa e resmungona. Quando melhorou seu estado geral de saúde, começou a resmungar mais ainda…e Olga surgiu. Aparece em várias situações, sempre rindo ou "currupacando".
Você poderá ver Olga em várias performaces neste blog.
Olga após o TACFOlga enfrenta as escadasOlga não quer mediar.Olga não quer mediarOlga e o Demoiselle 19ScannedImageOlga mexicana