Os famosos sofrem angústias?

Algumas pessoas fazem de tudo para ter seu nome mencionado na mídia.
É como se quando fossem notados virassem autoridades, mesmo que por “um minuto de glória”.
As pessoas mais simples ficam boquiabertas com fatos publicados em revistas de mexericos, prestam uma atenção à vida de atores, televisivos, cantores, etc, como se as suas próprias vidas não fossem importantes.
Para “ser importante” é necessário ser como fulano ou sicrano.
Quando fulano ou sicrano aparecem na tela da TV falando um mau português, ou glorificando a ignorância, pregando o mesmismo e fazendo apologia às drogas, à violência velada ou explícita, à maldade calculada ele está sendo “autêntico”, “sincero”, etc, e é copiado pelo povo, que gosta de palhaçadas, de pão e circo.
Mas, e o que passa na carreira de fulano e sicrano para que ele opte por este papel de desserviço de tudo?
Pensar que muitas vezes fulano e sicrano foram bons apresentadores ou repórteres no passado e que atualmente se prestam a “conduzir gado ao abate”. Por que mudaram suas trajetórias?
Será que, no íntimo, sentem fulano e sicrano insegurança em relação às suas carreiras, à ponto de fazer de tudo para manter seus empregos e sua imagem na mídia? Sentem que estão no “final de carreira”? Será isso? “Final de carreira”?
Tanta simpatia, inteligência, comunicabilidade, bom humor, tudo isto jogado na lata de lixo, porque é melhor “entreter” do que “educar” (como se educação tivesse que ser alguma coisa cacete).
Hoje em dia pratica-se a separação e lutas de classes, ou melhor, o massacre da média.Manipula-se a baixa, bajula-se a alta, ferra-se a média.
Os mesmos fulano e sicrano vieram da classe média, que hoje eles chamam de burgueses. São os burgueses que pagam assinatura de TV para ter uma programação alternativa (não melhor), para não ver o quanto aquele apresentador ou repórter mudou desde o começo de sua carreira, para pior infelizmente.
E pensar que este mesmo repórter já fez tantas boas reportagens, mas hoje se limita a estar entre gente sem talento algum, que faz tudo por um momento de glória, talvez um “estudo nu” em revista masculina, ou um lugar de algum jurado ou comentarista, sabe-se lá.
É uma pena!
Provavelmente, os famosos também sofram suas angústias, sonhem que estão velhos e esquecidos pelo público, que não mais serão reconhecidos na rua, que o dinheiro vai acabar, que ninguém vai chamar para fazer algum papel em novela, nem para ser jurado em programa de calouros de TV UHF…
Uma pena…

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Capas para Cadeiras

Neste feriado prolongado de 15 de novembro aproveitei para costurar capas para seis cadeiras altas que tenho na sala de jantar.
Apesar do estofamento original das cadeiras ainda estar em bom estado, capas servem como uma boa proteção, além de renovarem o ambiente.
E conforme o nosso humor poderemos ter vários ambientes, apenas trocando as capas.
Estou num momento vintage, floral, por isso escolhi duas padronagens bem “vovozinha”, em popeline.
O metro do tecido saiu a R$24,00 e utilizei 5,30m para fazer as seis capas de encosto e seis capas de acento(um conjunto). Optei em fazê-las separadas, pois comprei tecidos para dois jogos de capas, que combinam entre si (“composê”).

Partindo então da cadeira original, tirei as medidas do acento(frente e fundos), das laterais, da parte de trás e da frente do encosto, observando que a cadeira tem um desenho assimétrico e a medida da base do encosto é menor que a parte do alto. Isto foi compensado pela largura da madeira na base, que era maior. Utilizo tecido de prova (algodão cru ou um lençol velho) para riscar os moldes, pois facilita o manuseio e os encaixes da modelagem. Feitos os moldes, estes são unidos com alfinetes na própria peça e ajustados. Retiram-se as possíveis irregularidades e então transferem-se as medidas para o tecido, deixando 1 cm para as costuras. Todas as peças são alinhavadas e novamente vestidas na cadeira, para então ser feita a costura final e os acabamentos.

A capa do acento recebe uma tira de elástico largo, ou em toda a volta ou apenas no fundo e por baixo da cadeira. Optei por esta segunda ideia, pois fixou melhor a capa no acento (tenho duas meninas muito agitadas em casa!!).

Esta padronagem é a do segundo conjunto de capas e pode ser combinado com o anterior.

Você pode optar por um tecido mais firme, tipo lona, lonita, sarja ou mesmo jeans, ou ir em direção oposta, seguindo com uma chita bem florida e alegre!

Pudim de Pão Simples

Receita básica para quem nunca fez pudim de pão. Você poderá incrementar com passas demolhadas ou frutas cristalizadas, se quiser.

Ingredientes:
5 pãezinhos franceses amanhecidos demolhados em água ou leite
5 ovos
Meio litro de leite (500ml)
5 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) cheia de maisena
Pitada de cravo em pó
Pitada de noz moscada
1 colher (chá) de canela em pó
Caramele uma forma de pudim média a grande (5 colheres de sopa de açúcar com 3 colheres de sopa de água, diretamente na chama do fogão, com cuidado).Se não tiver prática em fazer caramelo diretamente na forma, faça numa panelinha e espalhe na forma de pudim.
Pré aqueça o forno a 220ºC e ferva um canecão de água.
Bata todos os ingredientes no liquidificador e despeje na forma caramelada. Coloque esta em uma assadeira no forno e na assadeira coloque a água quente. Cubra a forma de pudim com papel laminado, mantendo nos primeiros 25 minutos. Retire o laminado e asse por cerca de mais 35 minutos, até firmar. Isto evitará que se forme uma crosta dura sobre o pudim e facilitará seu cozimento.
Retire da forma quando morno.

Mais um sobrado vai abaixo…


Há uns quinze dias atrás havia um sobradinho muito simpático no lugar onde agora vemos essas ruinas. Não caiu por si, mas foi derrubado, assim como outros tantos rua abaixo no quarteirão, para ser levantado ali um novo mega empreendimento imobiliário.
Meu bairro está perdendo rapidamente a característica de calma e familiaridade, para dar lugar a prédios e mais prédios classe A e B.
Nada foi modificado nas ruas, na iluminação, na rede de esgotos, na telefonia e no trânsito local, mas a fome imobiliária manda levantar prédios imensos em suas ruas estreitas, onde não comporta tanta alteração.
Penso naquele sobrado. Via sempre um casal de velhinhos no portão da frente, pegando sol e conversando com os vizinhos, cuidando de suas plantas e cachorros. Memórias e sonhos que foram abaixo, para que no lugar de uma familia vivam oitenta…e que as construtoras continuem a enriquecer, não se importando o incômodo que causam aos que ainda residem no bairro.
Assim como ele, que foi abaixo, muitos outros ainda serão derrubados.
As ruas, em breve, não terão mais sol, não será possível mais andar em paz, nem contar com a presença de um vizinho conhecido para conversar.
Isso porque “o progresso” assim o “exige”?! Mas o progresso não deveria ser para melhorar a vida das pessoas? Então, não entendo o que é que se faz aqui. Parei no tempo, na década de 50, no tempo de inocência e bons costumes.
Que pena…mais um sobradinho que foi abaixo…

Alegrando uma cadeira antiga…

 

estofamento em chita

As cadeiras de meus avós retornaram à minha casa e resolvi dar uma cor aos estofamentos, baseando-me nas idéias dos vários e excelentes blogues de artesanato que temos na internet. Ou seja, o que eu estou fazendo não é nada de diferente,mas me fez muito feliz com o resultado, uma vez que deu um ar mais moderno aos móveis de mais de 60 anos de idade.
Utilizando um grampeador de estofador, o trabalho fica muito mais fácil do que pregar o tecido com tachinhas…

Corte o tecido com margem para que seja dobrado ao ser pregado, de maneira a ficar um acabamento melhor.

Além disso, você pode aproveitar outras padronagens, personalizando cada cadeira.

Aula aberta de balé

Helô

Heloisa começou a fazer balé há 3 meses. Além de ser algo que queria muito, agora é uma terapia para ela, pois cresceu muito rápido e muito mais que as outras meninas da mesma idade. Isso a fez ficar incoordenada e um pouco desatenta na escola. Mesmo sendo muito difícil financeiramente neste momento, aperto daqui e dali mas ela fará as aulas e participará da apresentação de final de ano. Entendo que o balé para ela é uma maneira prazeirosa de reorganizar seu corpo e a auto estima.
A sua professora Carla é muito carinhosa e exigente, o que faz Helô gostar das aulas e não faltar sem motivos.

BOLO DE COCO E AMENDOIM

Mais uma receita resgatada da Revista Guiacozinha – n.º40 – Ano I Ed. Abril (Receita da Maguary)

Receita Maguary

Massa:
6 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
1 xícara (chá) de farinha de trigo
¾ de xícara (chá) de coco ralado fresco ou reidratdo
½ xícara de açúcar
¼ de xícara (chá) de flocos de milho moídos
½ colher (chá) de fermento em pó
1 ovo
Cobertura:
1 lata de leite condensado
¼ de xícara (chá) de pasta de amendoim
½ xícara de flocos de milho moídos
½ xícara (chá) de coco ralado
Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma assadeira média.
Coloque numa panela a manteiga para derreter e junte os demais ingredientes da massa, misturando bem. Coloque a massa na assadeira.
Misture o leite condensado com a pasta de amendoim e jogue sobre a massa.
Misture o coco ralado com os flocos de milho e coloque sobre a cobertura.
Leve para assar por 20 ou 30 minutos, até dourar levemente.
Depois de frio, corte em losangos.

Viver o clima de São Paulo…

Divida a OLGA© ao meio e veja como nós, paulistamos, nos sentimos habitualmente. Se hoje estamos com um calor infernal, anunciando a chuva da tarde, amanhã estaremos congelando até as peninhas.
Quando desenhei a Olga© pela primeira vez, ela não sabia que passaria por tanto desconforto. Mas, enfim, é o preço que se paga para se cosmopolita.
E pensar que no início do século passado São Paulo não passava de uma vila de tropeiros. Mudou radicalmente a partir da década de 50 e com ela também o clima.
Meu sogro chega carinhosamente pra mim e fala:”-Ah! A terra da garoa!”. Não temos mais garoa, temos tempestades.
Adoniran Barbosa comporia um samba do clima, com certeza.

PILHAS DE PILHAS

DE REPENTE, topei com este estranho vidro de conservas na minha bancada da cozinha.

Sem perceber, vamos jogando fora milhares e milhares de ítens que retornarão em forma de prejuízo para nós mesmos. As pilhas são um deles.

Brinquedos, relógios, controles remoto, diversos mecanismos que consomem diariamente as pilhas, que muitas vezes por pura preguiça jogamos no lixo. 

Passei a entregar minhas “conservas de pilhas” numa farmácia próxima à minha casa, a qual promove a coleta e encaminhamento deste resíduo. Mas confesso que fiquei assustada, pois as pilhas vazam e despejadas no solo, poluem.

Sem querer dar uma de “ecochata”, espero que mais gente coloque suas pilhas em recipientes, para serem encaminhados para os locais adequados.