Mamografia, sem medo.

3S Nathalia Silva, cv Daniana e 3S Lauriane, na sala do mamógrafo

3S Nathalia Silva, cv Daniana e 3S Lauriane, na sala do mamógrafo

dezembro12 020
A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, cujo objetivo é investigar o tecido mamário e detectar possíveis alterações, como um nódulo ou mesmo o câncer de mama. É recomendado como exame de rotina em mulheres, principalmente após os 40 anos de idade ou para aquelas que têm antecedentes pessoais ou familiares.
E embora nós mulheres detestemos este exame, ele é necessário para uma intervenção precoce. Estatísticas americanas mostram uma redução de 20% nos casos de mortalidade daquelas mulheres que acompanham sua saúde e realizam os exames de rotina.
Mas, mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa!!, eu também fiquei relaxada com minha saúde, com a desculpa de estar cuidando da saúde dos outros – coisa que não se justifica- e deixei por anos de fazer o exame.
Hoje, compareci ao HASP e fiz minha mamografia – sem medo e sem dor!!! Acontece que os novos equipamentos superaram em eficiência os antigos mamógrafos, verdadeiros aparelhos de tortura medieval!!! Exame feito com muita rapidez e perícia pelas sargentos(*) Lauriane, Nathalia Silva e pela civil Daniana (Dani), escritoradas pela sargento(*) Tamiris. Todas muito cuidadosas, me deixaram bastante tranquila, para um exame considerado “chato”, e confiante para manter a rotina sempre que necessário for.
Agradeço a todos os profissionais de saúde do HASP, que se empenham para melhorar nossa vida, principalmente aos graduados que nem sempre são valorizados.
(*)Em tempo, uma polêmica de português: quando eu estava na ativa e passei do posto de tenente (e não tenenta, como querem os PTistas massacrarem nossa língua) para capitão fiquei muito brava, pois capitão tem feminino (capitã ou capitoa, segundo os dicionários), mas como boa militar respeitei a nomenclatura adotada e me mantive “capitão”, mesmo sendo eu mulher. Depois fui à major e me aposentei como tenente coronel (não tenenta coronela). As sargentos (e não sargentas) também se perguntam sobre o posto no feminino. E embora nem eu queira chegar a ser “presidenta”, existem alguns substantivos que pedem concordância de gênero, outros devem acompanhar a função de seu portador. Mandei meu recado…

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O papel da Mulher Síndica na conciliação de conflitos

domando um leão a cada dia...

A conciliação de conflitos entre moradores de Condomínios é uma ferramenta que facilita a vida social, financeira e jurídica de todos. Embora seja considerada como uma nova cultura de gerenciamento, ela já é praticada há eras pelas mulheres da família, mais especificamente pela matriarca do clã.
O que a mulher síndica tem em comum com isso é sua capacidade de se colocar no lugar do outro e com isso analisar diversas estratégias para a resolução de um problema.
De uma maneira geral, quando a mulher assume o cargo de síndica, rejuvenesce o Condomínio, adota novas estratégias, delega funções e acompanha o processo de execução, preocupando-se com detalhes que muitas vezes passam despercebidos pelos homens.
A mulher síndica é “multimídia”: geralmente trabalha fora, trabalha na sua casa e trabalha para o Condomínio. Essa capacidade para abordar e resolver diversas tarefas ao mesmo tempo a capacita para uma administração com melhores resultados.
No entanto, a síndica precisa atentar-se para não confundir o seu “lado maternal” com o “profissional” e “conciliatório”. Pela sua própria saúde emocional não deve assumir cargas de trabalho ou preocupações que não sejam diretamente ligadas ao problema, ou como se diz, “não carregar o mundo nas costas”, e saber dividir tarefas.
É comum da natureza da mulher síndica aliar-se aos seus colaboradores ao invés de bater-se de frente com eles.
Ela tem interesse e tempo para escutar o reclamante. No processo de resolução de problemas, a mulher síndica competente usa todos os seus sentidos e mais ainda o de “ouvir”. Em muitos casos, apenas o fato de ter alguém que ouça suas reivindicações já traz o condômino a fazer parte positiva daquele grupo social.
E diferente do estereótipo de “síndico que assumiu porque não tinha mais nada o que fazer” ou “porque ninguém se habilitava”, ela entra numa administração para ordenar, consertar, reagrupar e melhorar o que for preciso, fazendo uso da inteligência emocional. Afinal, faz parte de sua natureza criativa e conciliatória, um elo filogenético entre nós e nossas antepassadas…numa versão multimídia.

O que será da FAB sem a Mulher?

O QUE SERÁ DA FAB SEM A MULHER?

 

Durante todo o período de organização da XIII Mostra de Artes do HASP, que em particular homenageou a presença da MULHER em suas fileiras, vários pensamentos surgiram com o tema “A Mulher na Força Aérea Brasileira”.

Embora já tenha se passado 25 anos desde que nós, as primeiras tenentes QFO, fomos designadas para as diversas funções onde haviam gritantes lacunas a serem preenchidas, pouco foi feito no sentido de aproveitar melhor todo o potencial destas mulheres voluntárias e determinadas.

O Quadro Feminino de Oficiais (QFO) foi extinto, depois mulheres médicas, dentistas e farmacêuticas foram admitidas pelos concursos CAMAR, CADAR e CAFAR e finalmente surgiu o Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA).

Uma nova geração surgiu 25 anos depois do ingresso da primeira QFO, pode-se dizer até que da idade de que nossas filhas teriam: as oficiais aviadoras e intendentes. E a mídia muito valorizou este fato, como se até então mulheres militares fosse novidade.

Nossa geração teve seu tempo…e agora dá lugar a uma outra geração, que deverá gerar outra ainda melhor e melhor e melhor…pois assim é a evolução. No entanto, inevitavelmente, o sentimento de tristeza vem quando penso em todas as mulheres enfermeiras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas, assistentes sociais, nutricionistas, bibliotecárias, pedagogas, analistas de sistemas que agora deixam a Força, após tão longo período de dedicação conquistando lentamente seu espaço no meio militar…meio até então estritamente masculino. Estas mulheres que aqui chegaram e organizaram as seções, conquistaram com sua sabedoria o contingente e implantaram importantes inovações, hoje estão indo embora. O quanto disso restará? Como ficarão os hospitais e os esquadrões de saúde sem a mulher para ali batalhar?

Nós, mulheres, somos o complemento, o apoio, a força, a determinação e a persistência que a FAB precisa.

Somos a “outra asa” do Sabre Alado.

Exponho numa colagem minha um triste pensamento, de como vejo a Força Aérea Brasileira sem nossas mulheres militares.

Que seja apenas um mau sonho…

Que as nossas valorosas jovens guerreiras continuem a boa batalha, que possam ser felizes e mostrar o melhor de si também.

 

Cybele Belschansky – Ten.Cel. QFO Fonoaudióloga

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